Patrulha Maria da Penha completa dois anos em Mogi Mirim

Neste dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Patrulha Maria da Penha da Guarda Civil Municipal de Mogi Mirim completa dois anos de existência; um programa que visa oferecer mais segurança à mulher.

Implementada no município em 2021 com o objetivo de reduzir os casos de violência contra a mulher, a patrulha tem apresentado resultados cada vez mais positivos como aponta o balanço de 2022 fechado no último dia 24 de janeiro pela Secretaria de Segurança Pública.

Com viatura própria e uma equipe sempre composta por uma GCM mulher, a patrulha Maria da Penha oferece às mulheres vítimas de violência, que possuem medida protetiva contra seus agressores, um acompanhamento diário que envolve rondas e visitas periódicas.

Em 2021, a GCM recebeu 118 medidas protetivas, enquanto que em 2022, este número saltou para 222, o que representa um aumento de 88%. Deste total de medidas protetivas, em 2021, 34 mulheres aceitaram o acompanhamento oferecido pela patrulha, enquanto em 2022, 46 mulheres aderiram às ações, gerando, assim, um aumento de 35% de adesão ao programa.

Vale destacar que 41% destas 46 mulheres atendidas no ano passado possuíam um alto grau de risco com relação aos seus agressores, sendo que todas elas passaram a se sentir mais seguras a partir do momento em que começaram a ser acompanhadas.

Consequentemente, as rondas e as visitas realizadas também cresceram no último ano, passando de 950 em 2021, para 2.556 em 2022, o que representa um aumento expressivo de 169%. Ainda de acordo com o balanço, mulheres dos 35 ao 59 anos de idade são as principais vítimas de violência, seguida de mulheres de 18 a 34 anos. Por último, estão as mulheres idosas, que têm acima dos 60 anos.

E por falar em mulheres idosas, houve uma redução de 11% no atendimento a essa faixa etária, que na maioria das vezes, é agredida por netos e filhos, tendo o uso de drogas como um dos principais motivos.

Já o perfil dos agressores das demais faixas etárias se resume em relacionamentos afetivos e amorosos. Homens que não aceitam o fim de um relacionamento é dos exemplos mais comuns destes casos.

Apesar de positivo, os números de atendimento do programa poderiam ser ainda maiores. Isso porque, muitas mulheres optam por não aceitar o acompanhamento do programa e ao invés disso, preferem aderir a outras ferramentas de socorro como o SOS Cidadão, que é um botão do pânico que pode ser acionado a qualquer cenário de risco.

As palestras realizadas pela equipe da Patrulha Maria da Penha, um trabalho educativo que visa a prevenção, é outro ponto importante do balanço que revela um aumento de 212% em 2022. Palestras estas que aconteceram em espaços e departamentos públicos, escolas e diversas entidades.

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